TAG: Um livro para você

Sugestão do blog Frescurinhas.

Se eu tiver que apontar um autor como meu favorito, ou uma obra preferida, sou obrigado a começar por Dante Alighieri e sua Comédia. Não para pagar de culto e intelectual, até porque estou me deliciando, orgulhosamente, com o mainstream Crônicas de Fogo e Gelo, mas porque o trabalho é magnífico mesmo. Para quem não me conhece, não sou uma pessoa de muita fé, e, juntamente com o Paraíso Perdido de Milton, a Comédia conseguiu me cativar em seu mundo cristão sofredor e temente ao deus e seu JC. Há de ser mérito das obras, mais que do assunto.

Em primeiro lugar, como fui me encontrar na floresta escura, muito antes do que é suposto que fosse a metade da minha vida (embora ainda faltem dois a três anos para saber se era de fato o meio dela)? Eis um ponto nada intelectualoide: lendo as HQ’s do Spawn e ouvindo a música Inferno Suite da banda italiana Power Symphony. Metido? Não. Nerd? Provavelmente. Mas, a menos que se queira parecer foda e imaculado, qual o problema em começar a gostar de algo com referências não tão nobres?

Posso transformar esse post em algo “nimiamente extenso, e aliás desnecessário ao entendimento da obra”, se for escrever sobre a vida do florentino Dante. Assumo que você faça a lição de casa em uma aba paralela aberta na wikipedia, caso desconheça a biografia do poeta, mas tenha interesse nela. Conste aqui seu amor pela menina Beatrice e pela política medieval vigente na península italiana da época, e seu respeito por grandes nomes da Antiguidade Clássica, a ponto de escalar o mantuano Virgílio como seu guia em dois terços de seu tour divino. Se esse acompanhamento se dá no enredo, é muito mais forte na forma, dado que o latino foi, por séculos, a maior inspiração poética da humanidade.

Sobre o enredo, também não serei spoiler ou darei a cara a tapa para doutos de plantão sedentos por me apontarem falhas interpretativas. Antes, cito um amigo que resenhou a Comédia na língua dos manos. Aliás, caso alguém esteja se perguntando o porquê de eu citar o livro sempre como “Comédia”, não é por eu ser íntimo da obra ou do autor, ou o chamaria Dandan. Ocorre que este é o nome de batismo do texto, antes da Igreja e dos estudiosos acharem que poderiam renomeá-lo acrescentando o “Divina”.

O que mais me fascina na Divina Comédia é seu poder de descrever toda a sociedade medieval ressaltando seus valores morais e religiosos, condenando a alma de todos os que considerava maus, e inclusive algumas de queridos, mas com ações no currículo passíveis da ira celestial. Se você é daquelas pessoas que preferem aprender psicologia com Machado de Assis ou Shakespeare em vez de Freud, esqueça boa parte do que seus professores da escola falaram sobre Idade Média e leia o livro. Não é uma leitura fácil, tampouco fluida como bestsellers dominam a arte de ser (provavelmente levarei menos tempo para ler todos os livros do George R. R. Martin do que levei para terminar o Paraíso). Mas, apesar das minhas descrenças, fico sempre com aquele pé atrás de “vai que o outro lado seja como ele descreveu”, o que é mais do que qualquer padre ou catequista conseguiu tirar de mim nessa vida.

Dante conseguiu despertar meu amor pela poesia, e me iniciou na leitura dos épicos, a ponto de eu mesmo resolver escrever um, com ele como mestre.

André

A César o que é de César. E o que é da mãe?

Faz tempo que não polemizo, né?

Sobre essa história da grávida levada para a cesárea por determinação judicial, uma ideia para debate: muitas das pessoas que repudiam o caso utilizam argumentos de direitos humanos em seus ataques. E os direitos humanos, em sua extensão, englobam o posicionamento “pro-life” (contra o aborto), chegando a cobrar uma legislação que garanta direitos civis a um feto, privando as mães de escolhas que possam prejudicá-lo (“pro-choice”).

Se assim fosse, o caso de Torres-RS parece perfeitamente lógico: uma avaliação técnica da médica estabeleceu a melhor conduta para a vida do feto. A conduta foi negada pela mãe, cuja escolha foi alegada como perigosa à vida do ser vivo dentro dela. O Estado, através da Justiça, toma ações que garantam o direito da bebê, com base na avaliação técnica e científica da obstetra responsável, e não da emotiva e ideológica da mãe ou da parteira. Nada mais plausível. O que poderia ser questionado é o parecer da médica.

Obviamente, sou contra o exercício de poder indiscriminado sobre a população, e acho que médica e juíza se excederam em suas ações, e que a mãe, já tendo isentado o hospital de responsabilidade, deveria proceder como achasse melhor (inclusive tendo que responder criminalmente, em caso de problemas, por ter assumido o risco). Mas eu sou um “pro-choice” convicto, para quem o direito sobre o próprio corpo é incontestável, independentemente do que haja dentro dele.

Ou ecologistas intergaláticos seriam contra a Tenente Ripley, por causar risco de extinção à forma reprodutiva natural dos Aliens.

André

Geração λ

(Isto era um comentário a um post do facebook, com ligeiras alterações, portanto, curto)

Já li muitos artigos comentando as mesmas coisas sobre a geração Y (que nos achamos especiais, que queremos reconhecimento rápido sem trabalho duro, que não sabemos lidar com frustrações, e blá blá blá que você encontra em qualquer outro blog).

Mas nunca nenhum considerou um fato importante: a nossa necessidade de investimento é infinitamente maior do que a da geração X. Nossos pais tinham que ralar muito, sim, mas conseguiam criar carreiras começadas apenas com o colegial (atual Ensino Médio, caso eu esteja velho demais) ou um curso técnico. Os Y’s não fazem mais que a obrigação em ter nível superior, falar outros idiomas e, em muitas áreas, ter especializações e pós-graduação. Quanto tempo e dinheiro investidos isso consome?

E só depois disso é que os Y’s são considerados verdes para o mercado (antes nem de adubo serviam), com uma idade em que os pais já estavam se consolidando onde estavam, ainda que sem realização pessoal. Existe, sim, a frustração de muitos de nós, mas ela também é parte de vivermos numa época em que temos que dar mais ainda para obter menos do que antes.

André

Insisto na igualdade

Aviso: os parágrafos seguintes trarão o maior #HATERSGONNAHATE da História da humanidade. Mas ainda assim os escreverei, pois poderá ser um texto aclamado em uma sociedade menos primitiva.

Sabem qual vai ser a próxima polêmica na luta pelo direito das pessoas se amarem? Pararem de condenar o incesto. Primeiro nas horizontais das árvores genealógicas. Depois, quem sabe, nas verticais.

Em última análise, não há razão lógica para que dois indivíduos ADULTOS e de posse de suas plenas condições de entendimento e decisão não possam se gostar, independentemente do grau de parentesco. Primeiro, a prática era bem antiga nas realezas. Segundo, sanaria muitos problemas de relacionamentos prejudicados pelas projeções de complexo de Édipo e Electra, e todos os similares cujos nomes nem conheço.

O primeiro argumento contra será a enorme chance de filhos nascerem com problemas. Mas quer maior problema conceptivo do que o não nascimento? E é esse um dos que usam para combater a união homoafetiva.

O segundo vai ser um ataque direto a quem pregar a ideia, dizendo que ele ou ela quer praticar incesto. Ora, não quero quero pegar minhas irmãs ou minha mãe tanto quanto não quero casar com outro homem, e nem por isso vou ser contra quem é feliz assim.

Aí começa a fase de argumentos difusos (não sem antes passar pelo estágio dos comentários jocosos e de escárnio): não é de Deus, a sociedade vai se desestabilizar, família de verdade é um marido e uma mulher não parentes… Então chegam os ativistas, lembrando que um dia pessoas de cores diferentes não podiam ficar juntas, um dia pessoas do mesmo sexo não podiam ficar juntas, e um dia pessoas da mesma família poderão ficar juntas!

Muitos tweets, memes, posts, curtidas, compartilhamentos, ou seus análogos no que estiver em voga na tecnologia da comunicação… Pressão sobre políticos. A primeira Lei em algum país!! Protestos de todos os lados, Bolsonaros e Felicianos da época… e por aí vai.

Até que, um dia, um casal formado por irmãs gêmeas bivitelinas de cores de pele distintas lerá esses bytes para seu filho, mostrando como a sociedade do início do século XXI era mais próxima da Idade dos Metais do que do seu tempo, e que demorou até que descobrissem que o melhor caminho para a felicidade era não interferir na felicidade alheia.

Xingamentos em 3, 2, 1…

André

Grade horária neorrenascentista

Antes de mais nada, leiam esta matéria. Se ela não lhes causou mais indignação do que a morte do Chorão ou do Chávez, vocês não são o público-alvo deste post, e já podem parar por aqui. Se não superaram a preguiça de ler, e aceitam tomar um resumo por verdade para seguirmos adiante, conste que o Governo de SP decidiu alterar o currículo dos três primeiros anos do ensino fundamental das novas escolas integrais, retirando da grade as disciplinas de História, Geografia e Ciências.

A discussão do absurdo e retrocesso dessa medida pode ficar nos comentários da matéria. Aqui, quero falar do potencial que uma escola integral tem de formar pessoas melhores. Quão melhores? Melhores no nível da Renascença, período de grandes gênios que dominavam todos os campos do conhecimento ao mesmo tempo. E é um potencial que já vai começar sendo desperdiçado.

Em primeiro lugar, durante minha 5a à 8a séries (2o ciclo do ensino fundamental atual, 6o ao 9o anos, ou antigo ginásio), só tive aulas em um período do dia (manhã), com 5 aulas diárias, de 50 minutos cada. Isso não impediu que eu tivesse um curso enfático em Língua Portuguesa e Matemática, que respondiam por 5 aulas semanais cada, mas também não impediu que eu tivesse uma boa distribuição das outras disciplinas nos 15 horários restantes, a saber: História, Geografia, Ciências, Inglês, Educação Física e Educação Artística.

Em segundo lugar, diferentes crianças têm diferentes habilidades e facilidades: umas despontam logo cedo para a matemática, outras são mais artísticas, outras dominam a linguagem com mais destreza, outras têm maiores aptidões físicas etc. Até que um indivíduo tenha maturidade para reconhecer seu campo de, digamos, talento, e opte por desenvolvê-lo e especializá-lo, é papel do educador fornecer todas as ferramentas básicas para que essa escolha futura não seja influenciada por deficiências de aprendizado. No modelo proposto pelo Governo de SP, imaginem quantas crianças podem nunca descobrir que seriam boas cientistas, ao mesmo tempo que nunca seriam boas linguistas, saturadas por uma disciplina que nunca foi seu forte.

Em terceiro, e, na verdade, a essência de todo esse texto, imagino uma grade horária integral, hipotética, composta por dois períodos de 5 aulas cada, o dobro do que era no meu ginásio (e primário que, embora não tivesse diversos professores, possuía a mesma duração). É uma oportunidade tão boa que até tive dificuldades em preencher todas as lacunas com matérias, mas eis o que consegui:

Alguns detalhes a serem ressaltados:

- os horários de entrada e saída, embora hospedem as crianças por 11 horas e meia dentro da escola, facilitam a logística da maioria dos pais, que podem deixá-las mais facilmente antes de irem ao trabalho, e buscá-las após o expediente, sem que elas fiquem esperando muito tempo;

- após cada aula há um pequeno intervalo de 10 minutos, para que os professores possam trocar de sala, e os alunos tomarem água, irem ao banheiro e darem uma espairecida, antes de iniciar um novo ciclo de 50 minutos de atenção. Era um sistema utilizado no cursinho Anglo;

- os intervalos maiores, após 3 aulas seguidas, servem para um lanche para repor as energias, e já são prática comum nas escolas;

- as aulas de Educação Física, antes do almoço, visam ao corpore sano para uma mens sana, e não significam aula “de brincadeiras”, “de pega-pega” ou “de jogar bola”. Embora possam abranger tudo isso, devem fundamentalmente buscar o condicionamento físico e aeróbico, a disciplina e a extravasão da ansiedade e adrenalina das crianças;

- o horário de almoço, de uma hora e meia, contém tempo suficiente para um banho após a aula anterior, alimentação balanceada e um período de descanso, preferencialmente com alguns minutos de sono, sabidamente benéficos para o aprendizado;

- as aulas de Língua Portuguesa e Matemática, priorizadas na grade, correspondem a uma aula matinal e vespertina de cada, todos os dias da semana, para gerar frequência e hábito no seu estudo;

- com 10 aulas de Língua Portuguesa, há tempo suficiente para a alfabetização, gramática e ortografia, interpretação de textos, redação e literatura;

- com 10 aulas de Matemática, há tempo suficiente para os campos aritméticos, geométricos, de conjuntos e de resolução de problemas, e para exercícios de fixação;

- as 5 aulas de Inglês são distribuídas de modo a manter contato diário com o idioma, facilitando seu aprendizado;

- a carga horária de Ciências deve contemplar conteúdo teórico, práticas demonstrativas e experimentação por parte dos alunos;

- as aulas de Educação Artística, ao fim do dia, permitem que a criança saia do ambiente escolar com a mente aberta, apreciando o mundo exterior com outros olhos, evitando, assim, a alienação. Não significam aulas “de desenho” puramente, mas devem introduzir na criança o conhecimento de todos os tipos de arte visual, musical, teatral e de dança. Com isso, particularmente, pode-se evitar grandes preconceitos futuros;

- as disciplinas de História e Geografia, além de terem as cargas aumentadas em valores absolutos, estarão em equilíbrio com as demais, evitando comparações depreciativas do valor de seus estudos e propiciando a formação de senso crítico desde cedo;

- se 1/5 de cada disciplina na semana for ministrado em computadores, ensinando recursos e aplicações, obtém-se um curso de Informática de bônus;

- com toda a carga horária (8h20min/dia x 5 dias), há tempo suficiente para que exercícios e estudos sejam realizados dentro de cada disciplina, não havendo necessidade de lições de casa diárias que comprometam o tempo de lazer e descanso das crianças. Contudo, tarefas semanais ou quinzenais podem contribuir para a organização e independência dos alunos.

Dessa forma, o currículo dos alunos não só fica completo, como equilibrado, propiciando condições de desenvolvimento em todas as áreas, além de ser quantitativamente mais amplo.

distribuição de horas

Claro, é uma grade idealizada, concebida apenas com minha imaginação e uma planilha do Excel. Mas, tirando a ordem das aulas, rodiziada entre as salas para otimizar a disponibilidade de professores, não vejo grandes empecilhos para viabilizá-la. Pelo menos não mais do que os encontrados para eliminar matérias tão importantes na formação das crianças.

André

Pró-História

Curioso como a gente guarda umas coisas que aprende no ensino fundamental de forma tão convicta que conseguimos reproduzir alguns tópicos como se estivéssemos com os livros de Estudos Sociais e Programas de Saúde no colo. “O vento é o ar em movimento”. Não sei se é a rima, mas nunca hesitei em definir a ação eólica exatamente com essas palavras.

Duas dessas definições da infância, particularmente, têm me vindo à cabeça nos últimos meses, e sobre elas quero refletir. Ao chegar na 5a série, hoje 6o ano, comecei a ter a matéria de História. Era uma grande mudança: deixei os livros de Estudos Sociais e uma tia que lecionava todas as disciplinas para adotar um livrão com professor próprio. Chamava-se Valter, e começou por tentar explicar o que seria nosso objeto de estudo naquele ano.

Eis as frases: “A Pré-História é o período que vai desde o surgimento do homem até a invenção da escrita.” “História é o período que vai desde a invenção da escrita até os dias atuais.” O intervalo aberto no domínio da História propriamente dita, embora me fosse ensinado em 1994, fica válido até hoje, já que os “dias atuais” vêm me acompanhando. E eis que vivemos a História a cada minuto.

Aí paro pra pensar nos historiadores e em como eles trabalham. De forma leiga e resumida, eles precisam encontrar dados passados existentes e criar interpretações sobre eles. Isso cria um viés muito importante: o trabalho é limitado pela existência das informações. Por exemplo, o professor Valter me explicou sobre o Egito Antigo, sobre a Pedra Roseta, a vida dos faraós e seus sacerdotes. Tudo graças aos registros dos escribas da época. Mas quem tinha escribas ao seu dispor há 3500 anos? Sabemos algo dos escravos hebreus pelas Escrituras judaicas e do Velho Testamento. E sobre a população ordinária, os súditos dos deuses vivos? Somente o que era citado pelas outras classes, e pelas interpretações de artigos não escritos encontrados (utensílios, vasos, pinturas, restos de construções etc), da mesma forma que fazem com estudos pré-históricos.

Como saber o que a Dona Osireide comeu com seus filhos Amonzinho e Razinha no almoço comemorativo da cheia do Nilo? Como era a relação das crianças com o gato sagrado da família (como sabem, os egípcios adoravam os animais, como o gato, o crocodilo e, principalmente, o boi)? São respostas talvez conhecidas de pesquisadores muito especializados.

Seria diferente daqui a 3500 anos. Qualquer historiador poderia ter acesso ao que a Dona Ozyreia comeu hoje, e como Amonédison e Rahzianna adoram seus bichanos: bastaria acessar os arquivos do instagram em algum museu cibernético local, e escolher entre as zilhões de fotos de comida e de gatos do século XXI.

Nunca antes na história deste planeta houve tanto acervo como após a revolução digital. Se precisamos de um marco, que conste a popularização da internet no final dos anos 1990. Após ela, a quantidade de registros de todas as classes, em praticamente qualquer sociedade, cresceu vertiginosamente. Não há comparação com a disponibilidade de dados de antes.

Por essa razão, julgo que talvez fosse hora de mudar as definições do professor Valter e seu livrão. A Pré-História fica como está, “do surgimento do homem até a invenção da escrita”, mas a História propriamente dita deveria começar com a revolução digital, “até os dias atuais”. O período da invenção da escrita até os primórdios da era internética (intervalo fechado) ficaria conhecido como Pró-História. É uma época de registros, mas em escala muito menor, e que caminha para essa vastidão de informações disponíveis hoje, daí o prefixo pró-.

Sim, no meio desse mar de potenciais documentos existe muito lixo boiando, coisas que historiadores futuros terão que ignorar para poder desenvolver uma análise crítica. Pode até mesmo ser que este blog cá não goze de nenhuma importância histórica ou antropológica. Mas será uma mudança de paradigma do trabalho do pesquisador: em vez de ter que descobrir o que existe, deverá filtrar o que tem à mão para poder gerar interpretações relevantes.

Quantos erros os paleontologistas não cometeram por imaginarem dinossauros de um determinado jeito, quando acharam uns poucos ossos, e viram que eram totalmente diferentes ao acharem ossadas completas? O Iguanodon é um exemplo perfeito, também aprendido na época da minha esponja pueril de conhecimento.

Fico pensando se meu professor pró-histórico sentiria orgulho dessas ideias, ou se sentiria ameaçado de ter ficado obsoleto.

André

Literatura no metal (Part III)

Música: Power Symphony, “Shores Of My Land“, (Evillot)

Livro de inspiração: Eneida (Virgílio)

**

**

“A stranger will come sent by the Gods
his land lies destroyed
A king comes to build a new throne

*

Beautiful Ilium your name is well known
rumours have brought us the news of your fall
I see your ruin I see my own I see my own

*

Heroes of the land take your lances in your hands
put your armour on follow me to the shore
we shall gather at the ships we shall face the foreign king
We shall win

*

Shores of my land, war will be soon
blood onto you
will flow as the flames will arise

*

Powerful heroes your names will be known
None will forget of your pride and your worth
I see your ruin I warn you all
rumours of war

*

Heroes of the land take your lances in your hands
put your armour on follow me to the shore
we shall gather at the ships we shall face the foreign king
We shall win

*

No more I’ll wonder at the sun rising from this waters deep
Trojan ships are sailing through heading for this land

*

Merciless Gods who never mind of mortal men
my time is at hand but proud I will stand
Souls of the elder welcome me when I have gone
my fate is sealed my battle is lost
And I am lost with my land
all I have done after all it has been in vain.

*

He comes from the fabled Troy
Aeneas his name

*

Shores of mine… Shores in flames.”

***

Blog do André



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