The Twilight Zone

Não. Apesar da febre Crepuscular que tomou conta da camada teen, e de mim também, embora, I might add, de uma forma que puxa bem mais pro dark, gótico e romântico, caracterísiticos do vampirismo, não foi pela família dos Cullen que resolvi me pronunciar. Escolhi o título como referência à série do final dos anos 50, retomada nos anos 80, que versava sobre casos inusitados, muitas vezes sobrenaturais, outras de ficção científica, mas todos de histórias sem explicação lógica aparente. E casos assim parecem acontecer com todos, em algum momento, e minha família não parece escapar.

Inicialmente, cito o estranho caso do meu encontro com um Transformer – não um travesti, mas uma das máquinas alienígenas capazes de se transmutar de veículos em robôs, e vice-versa. Não contarei os detalhes, apresentados no meu finado fotolog (www.andymoreno.gigafoto.com.br – link inútil, ressalta-se). Até hoje, creio não ter superado o choque de entrar na página, para mostrar algo para alguém, e não encontrá-la, e descobrir em seguida que a marca Gigafoto tinha sido desativada – e, com ela, minha Alexandria se inflamava. Por isso, embora não tenha como alguém acessar e vivenciar meu encontro com o Transformer, respeito o defunto guardando-lhe luto sem torná-lo prontamente substituído, o que poderia até abalar a autoestima deste meu blog, fazendo-o pensar que se trata apenas de um clone sem fotos. Mewtwo já me mostrou o estrago que esse tipo de psicopatia pode causar. Conto apenas que houve uma vez, com testemunhas, em que me deparei com um carro que falava – e era educado, by the way. Não, não tinha bebido; não, não consegui ver nenhum motorista atrás do volante.

O outro caso ocorre com meu primo. Assim, no presente do indicativo, sendo a ocorrência mais recente na tarde de hoje. Como briefing, a quem não conheça o cenário em que esse meu parente está inserido, conste que seus estudos médicos consomem a imensa maioria do seu tempo, quando não a totalidade, mantendo-lhe em vigília. Dito isso, soube que seu sono apresenta um tipo de distúrbio diferente do já costumeiro encosta-e-dorme-em-qualquer-lugar: sem nenhuma lembrança aparente, ele acorda em sua cama, os livros entre ele e o colchão, e os óculos na cara, entortados (e não apenas tortos, enfatizando a alteração de estado). Ocorreu, inclusive, ontem, enquanto ele decidia qual pizza pedir, olhando para o panfleto; ao acordar, o panfleto ainda jazia sobre a mesa em que a decisão estava sendo tomada.

Algumas teorias são facilmente lançadas sobre o que pode estar acontecendo (em gerúndio, porque, como disse, essas coisas ainda acontecem). Mas, mais legal do que elas, é pensar no que se pode fazer para descobrir o que ocorre nos momentos de apagão. Dois modelos pareceram razoáveis, porém refutados diante da iminente possibilidade de lidarmos com o sobrenatural:

1) preparar a câmera para filmar os momentos em que ele anda a caminho do quarto, para ver se é sonâmbulo, ou o quê. Projeto abortado assim que pensamos que, provavelmente, a bateria acabaria antes dele se deitar, ou a imagem mostraria chuviscos, para então se limpar com ele já deitado sobre seus livros e suas rotas lentes. Isso nos deixaria tão assustados, que melhor seria permanecer nas divagações e suposições engraçadas;

2) trancar a porta do quarto, e guardar a chave sobre geladeira, e verificar se um sonâmbulo Henrique seria capaz de movimentos finos e complexos para atingir seu determinado objetivo de se deitar. Péssima ideia: como em todas as vezes, ele poderia acordar em sua cama, sobre os livros e de óculos tortos, para então se deparar com uma porta trancada por fora, a chave em cima da geladeira. Dado o problema logístico que isso causaria, “melhor não…” foi o que surgiu de nossas bocas, encerrando o caso.

Será que são essas coisas que a Medicina chama de distúrbios do sono? Parece injusto colocá-las ao lado de ronco…

André

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