Exposição – due

Tercetos de L’Ariel

**

Sob ícteas luzes à minha dei fito

Ao ciclo do cerdo do muro infinito

Há o dobro d’insano do signo o mito.

*

Por mãe bela Cípria, aos eternos invoco

Da tia hei razão e esmeraldas no foco

Delas o tio cianoberbe deu loco.

*

Em seus mares, no início, vaguei torta reta

‘Té padrinho frecheiro ilumiar-me co’a seta

Para após seis translados eu rever minha meta.

*

E na água, parece, de novo me vejo,

À qual rio perfumado apresenta em gracejo

Sirene encantada que moteia este ensejo.

*

Contrário à lenda que relata o Odisseu,

que da espécie os perigos em surdez conheceu,

o primeiro a falar, com a lira, fui eu:

*

“Safiras marinhas que brilham em marfim,

por fogo cercadas em sedoso jardim,

Ouçam a meu rogo, e não doam assim!”

*

Por ser primazia da marmeide só fáscia

Os jades globosos frouxaram em acurácia

e crer só haver isso é afronta e audácia.

*

De iguais deiternos celebrou os presentes

Diferiu-me a sereia o abordá-los na mente

mas concorde e discordes bem travamos fluentes.

*

Da nêreide, pois, tenho o charme no peito

e mais que o apontado, titubeio sem jeito…

Será que dos lobos assimilei o conceito?”

***

André apud Blog do André

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