Amor no metal (prólogo)

Há algum tempo remoo a ideia de que o metal não é um gênero musical mais elaborado apenas tecnicamente, mas também do ponto de vista emocional. E minha impressão mais forte disso está na ausência, ou pelo menos escassez, de temas clichês na composição das letras. Introspecções, posicionamentos políticos, sociais ou éticos, filosofias, religiões, releituras, intertextualidades literárias, homenagens etc. são alguns dos motes abordados pelos integrantes criativos das bandas.

Até o mais prolífico dos temas é trabalhado de forma diferente; em alguns estilos, o amor se manifesta através da chamada “dor de corno”: uma pessoa mal amada, inconformada com a perda do ente amado, sofrendo por isso através de uma profunda autopiedade. Aliás, essa forma se consagrou tanto que é comum nos pagodes, sertanejos/countries e emorocks (curiosamente, estilos marcados pela choradeira nos vocais). Nos demais, é sempre aquela coisa melosa.

No mundo do metal, em contrapartida, podemos ver um amor mais prático, ou mais inusitado, com mais autoestima… enfim, diferente. Visões malvadas, rancorosas mas não patéticas, autocríticas, entre outras, as mesmas desenvolvidas nos outros temas citados no início, dão forma ao jeito metal de se amar. E tal é o intuito desta saga de posts: exemplificar a tese através da apresentação de algumas músicas.

Para isso, algumas padronizações:

– utilizarei-me de um recurso visto nos blogs da pequena Águeda, o dos títulos numerados, que podem ser retomados a qualquer momento em que o tema central voltar à tona, permitindo que eu não o esgote de uma vez, contanto que eu saiba manter a sequência de algarismos romanos;

– no início de cada publicação, haverá um link para que se possa escutar a música em questão, enquanto se acompanham as letras por leitura (provavelmente via Blip.fm ou Youtube, na dependência da disponibilidade);

– as informações sobre a canção estarão dispostas na forma A, “B”, C, na primeira linha do post, tal que A = nome da Banda; B = nome da música (entre aspas, com o link supracitado) e C = nome do álbum (entre parênteses);

– as músicas apresentadas estarão em suas versões de estúdio, exceto quando alguma outra for sabidamente melhor, ou não for encontrada uma de qualidade satisfatória;

– as letras terão como fonte as páginas dos sites DarkLyrics ou VagaLume, predominantemente, podendo ser digitadas, quando só presentes nos meus encartes materiais;

– até hoje não publiquei nenhum dos meus posts contendo letras de música, prática considerada vulgar a um grande número de blogs, ainda que por motivações diferentes. Por essa razão, as canções enumeradas a seguir virão sob a assinatura do meu blog, mantendo-me isento e me deixando quite com sua traição em ter publicado meus poemas no passado;

– comentários sobre eventuais quebras de link serão bem vindos, afinal, não sou eu o responsável pela hospedagem das músicas nos servidores;

– da mesma forma, agradeço se as notificações puderem ser acompanhadas de sugestões de novas fontes, economizando o tempo de procura e agilizando, assim, a manutenção do sistema.

André

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s





%d blogueiros gostam disto: