A casa de Matacavalos

Tenho mais redes sociais do que dou conta de administrar. Aliás, mais do que dou conta de lembrar. Aliás, mais contas do que só redes sociais: onde há uma ficha de inscrição gratuita na internet, há boas chances de um milordandy estar cadastrado em meu nome.

Talvez eu seja um pouco early adopter, não fanático por contar vantagem delas, mas pelo experimentalismo. Se a conta vai vingar ou não, depende muito da sua usabilidade em função do momento em que vivo no ato da assinatura. No caso das redes sociais, ainda, depende de ter um círculo social nelas com que possa conviver para testar suas ferramentas.

Nessa semana, descobri a Alvanista, uma rede social brasileira voltada para o mundo dos games. Encontrei-a depois de pensar que seria muito legal uma rede de jogos nos moldes do que a Skoob é para os livros, para poder marcar o que já joguei, o que terminei, o que tenho e tive, e ter amigos para poder comparar as marcações e tal.

Além da mecânica, as duas redes ainda são muito parecidas em outro aspecto: são menos imediatistas, e mais baseadas no passado do usuário. Claro, eu postei que estou a ler A Tormenta de Espadas e que quero jogar Assassin’s Creed, mas a frequência com que uma ação presente ou futura pode aparecer na timeline é muito menos intensa do que contar “o que está pensando” ou mostrar tudo o que se come em fotos sépia.

E como mexer no passado com ferramentas tecnológicas atuais cutuca o saudosismo direto no centro da recompensa, né? Quero conhecer novas pessoas no Alvanista e usá-lo como minha fonte de informações para novidades e tomada de decisões sobre jogos, sim, mas, mais que tudo, eu me descubro ansioso para que as pessoas com quem cresci jogando (horas a fio!!) participem da rede comigo!

“Por quê?”, minha racionalidade me indaga com seu fervor por causalidade. Minha convivência com essas pessoas não deve se alterar por nos esbarrarmos nos assuntos comuns tão caros a nós outrora (com algumas mantenho contato frequente e de corpo presente). Mas ver numa outra timeline o mesmo Mortal Kombat que eu marquei na minha dá a sensação da metonímia que aprendi naquela época: o jogo da franquia pelo cartucho de casa.

“Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente.” Sinto falta daqueles tempos. Não queria, entretanto, revivê-los. Talvez apenas que aqueles aspectos bons da jogatina pudessem se fazer mais presentes, durante conversas de autoanálise ou ajuda aos convivas, ou mesmo de amenidades inertes, tudo atualizado aos temas atuais. Queria, em suma, usufruir mais das minhas amizades de sempre, pois que me consolo de menos desse tipo de perda.

Se as capas dos jogos estampados nas paredes virtuais não alcançam reconstituir-me os idos tempos, que pegar da pena possa incitar os amigos a recriar a ilusão.

André

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