Posts Tagged 'música'

Que compõe mais uns funks (parte 2) – Mulher-Molar

Depois de já ter composto uma música para a Mulher-Bambu, muito antes de uma outra versão ter aparecido no Faustão, acabei criando outros funks, que compilo aqui e na parte 1. Sempre pela diversão, mas, junto com um pagode, será que levo jeito na arte?

***

Mulher-Molar

mulher-molar

Com essas fruta eu arregaço

e vou deixar só os bagaço.

Fiapo vou tirar total

quando eu usar meu fio dental.

*

De aparelho eu levei ferro

as inimiga hoje eu enterro.

Cheiro de Plax enxaguante sabor menta

segura o boy que eu não sei se ele aguenta.

*

No pancadão eu vou morder, vou arrebentar

sob a luz negra meu sorriso clarear.

E se o dentista que é doutor se aproximar:

“Prazer, meu bem, sou a Mulher Molar!”

***

André

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Que compõe mais uns funks (parte 1) – Mulher-Mandruvá

Depois de já ter composto uma música para a Mulher-Bambu, muito antes de uma outra versão ter aparecido no Faustão, acabei criando outros funks, que compilo aqui e na parte 2. Sempre pela diversão, mas, junto com um pagode, será que levo jeito na arte?

***

Mulher-Mandruvá

Mulher-madruvá

Chega dessas mulher-fruta

recalcadas, umas puta!

Compram P prum corpo G

e eu assim cê vai me vê

*

Coladinha eu rasgo não

meu corpão no pancadão

Arraso logo nos bifê

e como as fruta pra crescê

*

Pra voar, desaflorá

Sou a Mulher-Mandruvá!

Hahá, hahahá!

Sou a Mulher-Mandruvá!

***

André

Literatura no metal (Part III)

Música: Power Symphony, “Shores Of My Land“, (Evillot)

Livro de inspiração: Eneida (Virgílio)

**

**

“A stranger will come sent by the Gods
his land lies destroyed
A king comes to build a new throne

*

Beautiful Ilium your name is well known
rumours have brought us the news of your fall
I see your ruin I see my own I see my own

*

Heroes of the land take your lances in your hands
put your armour on follow me to the shore
we shall gather at the ships we shall face the foreign king
We shall win

*

Shores of my land, war will be soon
blood onto you
will flow as the flames will arise

*

Powerful heroes your names will be known
None will forget of your pride and your worth
I see your ruin I warn you all
rumours of war

*

Heroes of the land take your lances in your hands
put your armour on follow me to the shore
we shall gather at the ships we shall face the foreign king
We shall win

*

No more I’ll wonder at the sun rising from this waters deep
Trojan ships are sailing through heading for this land

*

Merciless Gods who never mind of mortal men
my time is at hand but proud I will stand
Souls of the elder welcome me when I have gone
my fate is sealed my battle is lost
And I am lost with my land
all I have done after all it has been in vain.

*

He comes from the fabled Troy
Aeneas his name

*

Shores of mine… Shores in flames.”

***

Blog do André

As regras do Prog Metal

Inspirado nas listas de Power e de Black Metal.

**

Como ser um True Prog Metal, para músicos e fãs.

Intro

1 – Todas as regras derivam desta: você sabe MUITO! (regra Mãe);

2 – As pessoas precisam saber que você sabe muito;

3 – Suas músicas precisam conter tudo o que você sabe de técnicas, que levaram uma vida inteira para serem aprendidas;

Part I – das músicas

4 – Para caber todo seu conhecimento, suas músicas têm que ser longas. Quão longas? O suficiente para fazerem as chamadas “épicas” do Power Metal parecerem jingles;

5 – Você não pode saber muito só de música: estude bastante vários assuntos; eles servem de fontes para as composições;

6 – As músicas devem ser recheadas de referências, algo que demande notas explicativas nos encartes;

7 – As referências podem ser musicais ou dos diversos conteúdos que você estudou, preferencialmente os dois;

8 – Os gênios da música clássica são excelentes referências;

9 – Você pode citá-los com uma colagem orquestrada de abertura (que você chamará de Prelúdio), mas é bem mais true prog tocá-los no próprio instrumento;

Part II – dos músicos

10 – Chega de guitarristas aparecidos: todos na banda são aparecidos e tocam muito;

11 – Todos os virtuosi precisam de espaço: todos solam;

12 – Para caberem todos os solos, aumente o tamanho da música (vide 4);

13 – Para ainda assim caberem mais solos, abuse de duetos;

14 – Não restrinja duetos a “guitarra + x”; uma base de guitarra durante solos de bateria e baixo é true prog!;

15 – Se conseguir uma base de vocal, é ainda melhor;

16 – O tecladista tem que ser a reencarnação do Bach ligada na tomada;

17 – O vocalista é o que menos aparece. Pode até estar ausente, como normalmente o faz na hora dos solos, para não ficar 10 minutos deslocado no palco;

18 – Mas, se quiser ter um vocalista, ele tem que ser muito bom;

19 – Contratempos. Contratempos demonstram técnica rítmica apurada. Use-os sem moderação;

20 – Baterista, reserve a caixa para contratempos. Marque os tempos no chimbal;

Interlúdio – mais música

21 – 4/4 é para amadores; utilize fórmulas de compasso diferenciadas, de preferência compostas;

22 – Se não consegue se decidir por determinada fórmula de compasso, está com sorte: trocar de fórmula várias vezes numa mesma música é true prog! Na dúvida, vide 4;

23 – Aliás, a progressão é o barato: comece com uma coisa e acabe em outra completamente diferente;

Part III – dos álbuns

24 – Extrapole 23 criando várias músicas dentro de uma faixa, e nomeie cada uma com “part” e um número romano;

25 – Estude números romanos; só I, V e X podem não ser suficientes;

26 – Assim como várias músicas podem criar uma faixa, várias faixas podem gerar uma peça maior. Chame-a de “Suite”;

27 – Distribua as faixas de uma Suite como quiser: podem ser em sequência em um mesmo álbum, mas se estiverem espalhadas nele fica mais true prog!;

28 – Se espalhar em vários álbuns, fica mais true prog ainda!;

29 – Se conseguir distribuir as faixas das Suites em bandas diferentes em que você toca, você é muito foda!;

30 – Um recurso muito comum é abrir uma Suite numa faixa, e anos depois criar um álbum conceitual inteiro para completá-la;

31 – Literatura é uma fonte prolífica de temas para Suites. Leia bastante (vide 5);

32 – Epopeias no idioma original e em versos são fontes true prog que fazem músicas pseudoépicas de Power Metal parecerem contos de fadas, e curtos (vide 4);

33 – Seja qual for a fonte literária escolhida, a abordagem é crítica. Componha a letra de modo que ela possa ser usada em defesas de teses de cursos de Letras;

Part IV – dos fãs (prelúdio)

34 – Reforce a regra 31: seus fãs lerão as fontes literárias utilizadas e compararão com a música para ver se você compôs direito;

35 – Aliás, seu fã o venera, mas é seu maior crítico; vacile na frente dele e estará destruído. Por isso, sempre retorne pra regra Mãe;

36 – Fãs de prog tocam algum instrumento;

37 – Fãs de prog querem formar uma banda de prog, mas só os que sabem muito conseguem;

38 – Uma banda de prog cover tem o mesmo valor de uma prog de música própria; de qualquer forma, tem que saber muito pra tocar em uma;

39 – O público de uma banda de prog cover está mais ávido pra vê-lo errar do que se os originais estivessem no palco;

40 – Mas é quando você não erra que ganha o mesmo respeito dos originais;

41 – Com esse respeito, você transforma os fãs em alunos (regra Mãe);

42 – Você perde alunos rapidamente, por eles não conseguirem aprender tanto;

43 – Forme uma banda de prog com seus melhores alunos e comecem a compor ou tirar as músicas;

Part V – Progging

44 – Repare: o termo “prog” tem mais peso que “metal”;

45 – Tudo bem sua banda de prog metal ter músicas menos pesadas que algumas de prog rock (vide 44). Só se certifique de que elas contêm muito conhecimento na composição;

46 – Tudo bem compor baladas, contanto que sejam longas ou sejam Parts de uma faixa longa;

47 – Esteja ciente de que baladas longas tocadas ao vivo dão sono no público;

48 – A menos que você seja do Dream Theater, dose o número de baladas escolhidas para o setlist;

49 – Baladas são um excelente meio para usar instrumentos diferentes, muitas vezes acústicos; virtuosismo em todos eles!;

Part VI – dos músicos (segue)

50 – Virtuosi não precisam de powerchords; acordes completos com intervalos raros denotam conhecimento;

51 – Conseguir peso com acordes completos é só pra quem manja muito;

52 – Arpeje seus acordes bizarros; dê peso nos arpejos;

53 – Arpeje mesmo no baixo;

54 – Se você reclamar que não tem as notas à mão pro arpejo no baixo, é porque seu baixo não tem cordas suficientes, ou você não tem técnica o bastante. Provavelmente ambos;

55 – Baixos de 6 cordas, mínimo;

56 – Se você for o Geddy Lee, pode usar um baixo de 4 cordas (vide 44 e 45);

57 – A guitarra também pode ter mais de 6 cordas; facilita pra evitar afinações bizarras a cada música;

58 – Tenha afinações bizarras mesmo com muitas cordas na sua guitarra ou baixo;

59 – Virtuosismo > velocidade, nunca se esqueça! (vide 44);

60 – Virtuosismo + velocidade = true prog!;

Part VII – live & stuff

61 – Defeitos em algum instrumento são uma ótima oportunidade para os demais integrantes improvisarem jam sessions. Improvisações são só pra quem sabe muito;

62 – Jam sessions levam fãs à loucura e os fazem esquecer que não viram o show por que pagaram (só cuidado com a regra 35);

63 – Jams implicam conhecimentos de jazz, outra rica fonte musical de referências para serem somadas aos clássicos da regra 8;

64 – Além de jazz e música clássica, conheça outros estilos musicais para enriquecer suas composições. Regra 6: quanto mais referências, melhor!

65 – Desencane de colocar as notas explicativas das referências nos encartes e deixe que os fãs preencham nas páginas da Wikipedia;

66 – Retome a regra 19 e capriche mais nos contratempos;

67 – Nos shows, incite a galera a bater palmas com a música, mesmo que os contratempos tornem isso impossível;

Part VIII – fãs revisited

68 – Fãs de prog treinam o ritmo das músicas em casa para conseguir acompanhar as palmas em contratempo durante o show;

69 – Como fã, estude bastante para reconhecer as fontes citadas por seus ídolos e poder preencher as páginas da Wikipedia antes dos outros;

70 – Se for cantarolar uma música, nunca perca o tempo de reentrada do vocal, por se distrair após o longo solo;

71 – Ao assistir a um show, posicione-se em frente ao músico que toca o mesmo instrumento que você, para poder aprender e avaliá-lo ao mesmo tempo;

72 – Ao conversar com outros fãs, utilize a regra 2 com o mesmo rigor dos compositores. Não se preocupe em parecer chato; eles também estarão empenhados;

73  – Agrupe Suites em playlists e descubra que elas se emendam tão bem como com as faixas sequenciais de seus álbuns;

74 – Tente convencer seus amigos não true prog fans da beleza das referências e das técnicas empregadas. Em vão.

75 – Desista até de convencer seus amigos de outros estilos de metal, e conforte-se com a regra 44;

Part IX – epílogo

76 – Preste sempre atenção em números cabalísticos (3, 6, 7, 11 e suas variações) e simetrias nas faixas, músicas e discos para poder apontar nas referências da Wiki;

77 – Crie divisões para os blocos de regras, e nomeie-as como Parts, e fique se achando por acreditar que fez algo parecido com esses gênios.

***

André

Literatura no metal (Part II)

Música: Symphony X, “The Odyssey”, (The Odyssey)

Livro de inspiração: Odisseia (Homero)

**

**

[Part I Odysseus’ Theme / Overture]

[instrumental]

*

[Part II – Journey to Ithaca]

To the one that I love, my journey has begun
When our eyes meet once more there will be peace
The taste of your lips the warmth of your touch
again, forever, two souls as one

*

Seems like forever that my eyes have been denied
Home – I’m dreaming of the home
tI’ve been twenty years away from all I ever knew
to return would make my dream come true

*

Seasons of sorrow have stolen all my years
I miss the rolling hills of Ithaca
I’ve been through battles and cried a sea of tears
but the tide is changing, and with it all my fears

*

Seems like forever that my eyes have been denied
Home – I’m dreaming of the home
I’ve been twenty years away from all I ever knew
to return would make my dream come true

*

Behold the sea and winds of Jove
We set sail guided by the stars above
The ports of Troy escape our view
a cold and stormy fate awaits our rendezvous

*

Onward we ride, into the raging fury
Setting our course by the moon and sun
We forge ahead seeking glory
Yet the journey has just begun

*

Onward we ride – nine days we brave her might
we are coming home…

*

[Part III – The Eye]

Awakened at dawn – Land dead ahead
with the winds of the morning we change course
no remorse, a place forbidden to all

*

Search all the grounds – find food and water
Yet journey not into the Cave of Woe
long ago, a legend spoke of a beast

*

A thousand riches hidden deep within the stone
A thousand nightmares mortal blood forever flows

*

A mountainous black – engulfed in a shadow
a bone-chilling growl and an Eye of Hate
a ghastly fate – held prisoner by the Eye

*

Yet he must sleep – as the daylight fades
we focus our senses and sharpen our blade
we take aim – In silence we strike

*

A thousand riches hidden deep within the stone
A thousand nightmares – blood runs forever – from the Eye…

*

[Part IV – Circe (Daughter of the Sun)]

We sit adrift on the open sea
The gift of wind, by Zeus, concealed – so carelessly
We break the waves on a course untrue
across the endless plain of blue – a new coast in view

*

Yeah…

*

We carouse with the maiden
beneath her eyes the madness lies
…in mystery

*

I drink deep from the chalice
of gold and jade – my senses fade
…I’m mesmerized

*

Stay – like those before
I condemn you all – from walk to crawl
…metamorphasized

*

No – my will it defies her
speak the verse – lift the curse
…she’s mesmerized

*

Am I asleep?
Tell me Daughter of the Sun
There’s vengeance in the air and all things must be undone

*

[Part V – Sirens]

Dire warnings –
told by the sorceress in white
‘false bringers of love’ – Sirens
echoing songs from above

*

Wings flowing –
floating on Sea of Lies
I defy their vision
Elysium swallows my cries

*

Embracing –
maidens of lust stimulate
and manipulate my senses
I welcome a watery grave

*

Tied steadfast to the mast
tragedy awaits me
I’m falling victim
betrayed by the sea

*

[Part VI – Scylla and Charybdis]

[a) Gulf of Doom]
[b) Drifting Home]

[instrumental]

*
[Part VII – The Fate of the Suitors / Champion of Ithaca]

So this is home…
In the guise of a beggar – Minerva guides my way
I find my kingdom in jeopardy

*

Vengeance – it swells within me
As I spy so many who eye my Queen
I’ll make them pay for this blasphemy… All will see

*

Triumphant – Champion of Ithaca
I will right all the wrongs
Let the Gods sing my song
Triumphant – Champion of Ithaca
Let a new life begin
my journey has come to and end

*

A contest of valor
‘to pierce the twelve rings
in a single arrow’s flight’
Yet, not a one can string the bow

*

My veil of silence lifted
All is revealed
revenge burns in my heart
thrashing and slashing down all my foes…to claim the throne

*

Triumphant – Champion of Ithaca
I will right all the wrongs
Let the Gods sing my song
Triumphant – Champion of Ithaca
Let a new life begin
this is the end of my Odyssey

*

Seems like forever that my eyes have been denied
Home – I’m finally home
I’ve been twenty years away from all I ever knew
I have returned to make my dream come true”

***

Blog do André

Literatura no metal (prólogo retroativo)

No post Nerd Metal, falei à exaustão de como gosto de músicas que contêm referências culturais. Na coleção de posts do Amor no metal, compilei outras tantas músicas que diferenciavam o gênero de outros que abordavam o mesmo tema.

Não contente, resolvi criar mais uma saga, a Literatura no metal, para expor algumas das citadas músicas de bases literárias, e outras tantas que não mencionei. É minha forma de agradecer ter tomado contato com os gênios da escrita através de gênios da música.

Tentarei seguir algumas padronizações, muitas delas se mantendo iguais às relacionadas no prólogo amoroso. A diferença básica se encontra no parágrafo abaixo do nome da música, contendo a obra literária que serviu de inspiração e seu autor. Além disso, em vez de um link que abra uma outra página com a música, colocarei um vídeo incorporado no próprio texto. Quem sabe com algo mais visual e dinâmico as pessoas se animam em ouvir, quando não quiserem acompanhar a letra?

Terminado isso, acho que posso devolvê-los para a Parte I.

André

Literatura no metal (Part I)

Música: Blind Guardian, “And Then There Was Silence“, (A Night At The Opera)

Livro de inspiração: Ilíada (Homero), com o desfecho contado na Odisseia e Eneida.

**

**

“Turn your head and see the fields of flames

*

(Don’t move along)
He carries along
(Cause things they will go wrong)
From a distant place
(The end is getting closer)
He’s on his way
(Day by day)
He’ll bring decay
In shades of grey
We’re doomed to face the night
Light’s out of sight

*

Since we’ve reached the point of no return
We pray for the starlight we wait for the Moon
The sky is empty, alone in the unknown
we’re getting nowhere

*

We have been betrayed by the wind and the rain
The sacred hall’s empty and cold
The sacrifice made should not be done in vain
Revenge will be taken by Rome

*

We live a lie
Under the dying moon
Pale-faced laughs doom
Indulges in delight

*

It’s getting out of hand
The final curtain will fall

*

Hear my voice
There is no choice
There’s no way out
You’ll find out

*

We don’t regret it
So many men have failed but now he’s (gone)
Go out and get it
The madman’s head it shall be thine
We don’t regret it
That someone else dies hidden in (disguise)
Go out and get it
Orion’s hound shines bright

*

Don’t you think it’s time to stop the chase
Around the ring
Just stop running, running
Round the ring
Don’t you know that fate has been decided
By the gods
Feel the distance, distance
Out of reach

*

Welcome to the end
Watch your step, Cassandra, you may fall
As I’ve stumbled on the field
Find myself in darkest places
(Sister mine)
Find myself drifting away
(Death’s a certain thing)
And the other world
The other world appears

*

Find myself she dies in vain

*

I cannot be freed, I’m falling down
As time runs faster, moves towards disaster
The ferryman will wait for you, my dear

*

And then there was silence
Just a voice from the other world
Like a leaf in an icy world
Memories will fade

*

Misty tales and Poems lost
All the bliss and beauty
Will be gone
Will my weary soul find release for a while
At the moment of death I will smile
It’s the triumph of shame and disease

*

In the end (Iliad)
Raise my hands and praise the day
Break the spell show me the (way)
In decay
The flame of Troy will shine bright

*

The newborn child will carry ruin to the hall
The newborn’s death would be a blessing to us all

Good choice?
Bad choice?
Out of three you’ve chosen misery

*

Power and wisdom you deny
(Bad choice, bad choice)
War is the only answer when Love will conquer fear

*

So the judgement’s been made
To the fairest the graceful says
Badly he fails

*

(Warning)
Fear the heat of passion, father king
(Don’t let him in
Don’t let her in)
Desire, lust, obsession
Death they’ll bring
(We can’t get out
Once they are in)

*

She’s like the sunrise
Outshines the Moon at night
Precious like starlight
She will bring in a murderous price

*

(In darkness grows the seed of man’s defeat)
Jealousy
(I can clearly see the end now)
I can clearly see the end now
I can clearly see the end now

*

(The thread of life is spun)
The coin’s been placed below my tongue

*

Never give up
Never give in
Be on our side so we can win
Never give up
Never give in
Be on out side
(Old moon’s time) is soon to come

*

Nowhere to run
Nowhere to hide
Nothing to lose like one we’ll stand
We’ll face the storm
Created by a man

*

Roar Roar Roar Roar
Troy (Troy Troy Troy)
And as the lion slaughters man
I am the wolf and you’re the lamb

*

(Hallowed) Troy will fall round the walls
Faith is shattered, bodies fall

*

Nowhere to run
Nowhere to hide
Nothing to lose like one we’ll stand
It’s all for one and one for all
We live for will be wiped out
It’s all for one and one for all
We live for will be wiped out

*

I feel that something’s (wrong)
Surprise, surprise they’re gone
Full moon your time goes by
And new moon’s still kept out of sight

*

We live
Misty tales and Poems lost
(We die)
All the bliss and beauty will be gone
Will my weary soul find release for a while
At the moment of death I will smile
It’s the triumph of shame and disease

*

In the end (Iliad)
Raise my hands and praise the day
Break the spell show me the (way)
In decay
The flame of Troy will shine bright

*

Roam in darkness
(Spread the vision)
Roam in darkness
(Spread the vision)
Roam in darkness
(Spread the vision)
Roam in darkness
(Spread the vision)
(Roam in darkness)
(We will be lost if you truly believe)
(Roam in darkness)
Troy in darkness
(There’s a cold emptiness in our hearts)
That they’ve gone away
(And) won’t come back

*

They’ll tear down the wall to bring it in
They’ll truly believe in the lie
Lie, lie

*

With blossoms they’ll welcome the old foe

*

The vision’s so clear
When day and dream unite the end is near
You better be prepared

*

The nightmare shall be over now, there’s nothing more to fear
Come join in our singing and dance with us now
The nightmare shall be over now, there’s nothing more to fear
The war it is over forevermore

*

No hope
The blind leads the blind
Carry on
Though future’s denied

*

Mare or stallion
There’s far more inside
We are in at the kill we’ll cheerfully die

*

Misty tales and Poems lost
All the bliss and beauty
Will be gone
(Will) my weary soul find release for a while
At the moment of death I will smile
It’s the triumph of shame and disease

*

In the end (Iliad)
Raise my hands and praise the day
Break the spell show me the (way)
In decay
The flame of Troy will shine bright

*

Holy light shines on

*

So the judgement’s been made
We’re condemned though the trial’s far ahead
The crack of doom, Father
Your handsome son is heading home

*

Still the wind blows, calm and silent
Carries news from a distant shore
Still the wind blows, calm and silent
Carries news from a distant shore
Still the wind blows, calm and silent
(Out of mind)
Carries news from a distant shore
(Can’t get it)
(Still the wind blows, calm and silent)
(Out of mind)
(Carries news from a distant shore)
(Can’t get it out of my head)
(Can’t get it)
(Out of mind)
(Can’t get it out of my head)

*

Sorrow and defeat
Sorrow and defeat”

***

Blog do André



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